A vida mais leve

Nos dias de hoje, fizemos uma pausa, não somente por estarmos mais em casa, mas de reflexão, período em que nos reinventamos, quebrando paradigmas, vivenciando novos formatos de trabalho, de rotina caseira e formando novos modelos de vida.

Que tal aproveitar esse período em casa para rever algumas atitudes? Buscar atitudes que nos deixem mais leves.

Uma delas é observar em sua casa, em sua rotina, o que está em excesso, o que se transformou em um arquivo antigo  e se perguntar o que de fato eu preciso, eu gosto, o que me deixa mais saudável e emocionalmente mais equilibrado.

Comece fazendo uma lista, separe em itens do que precisa no âmbito material e os que lhe trazem bem-estar emocional, nessa lista podemos ter coisas, fotos, roupas etc. Defina assim, suas necessidades e principalmente suas prioridades.

Agora é hora da ação! Veja em seus armários, estantes, roupas, sapatos, livros, será que todas essas peças eu uso? Ou me servem? Ou ainda será que mexi nelas nos últimos meses? Se a resposta foi NÃO para todas as perguntas, é momento de desapegar.

Sim, separe essas peças, organize sua casa, envolva a família neste processo, guarde o que ficar de forma inteligente, em local adequado, categorizando e, por fim, doe o que não for mais usar. A organização espacial do lugar onde estamos, interfere intimamente em nossa organização mental e mais, a casa mais simples e até minimalista traz uma sensação de alívio e paz, fundamentais para os dias de hoje em que nossa casa é nosso maior refúgio, para não dizer, o único.

Ah, e muito cuidado para não consumir desenfreadamente e voltar a acumular o que não é necessário, em tempos de maior ansiedade, geralmente temos a ilusão de que uma nova blusinha pode trazer felicidade ou uma esteira vai melhorar a nossa saúde..

Agora que já olhamos para fora, que tal organizar dentro?

É hora de renascer para uma vida mais leve, desapegando também das cargas impostas por nós mesmos, jogando fora pressões geradas, guardando em uma caixa separada de nós, pessoas que não nos fazem bem e interferem em nossa harmonia interior. Organizando os sentimentos, priorizando e valorizando aqueles que nos amam.

Fica aqui como referência a história da águia, que quando se torna mais velha, voa para o alto de uma montanha, se isola, arranca o seu próprio bico, penas e garras para se renovar e viver por mais algumas décadas. Desapegando-se do que já lhe serviu para voar, percebendo-se em transformação e buscando o seu próprio renascer.

Busque uma vida mais leve, lembre-se da águia que se descasca de si mesma para alçar voos ainda maiores e mais duradouros.

Desapegue, se livre das amarras e voe leve!